Depois de passar menos de um mês na famecos entendi quem eu sou! Ou melhor, o que eu sou!
Sim, essa parte isolada e, devo dizer, um tanto excêntrica da PUCRS nos põe a prova todos os dias, nos mostrando não só bizarrices extremas (uma guria fechada em uma sala, sentada de frente pra parede é algo anormal? Nahh) como coisas completamente cotidianas (casaizinhos de mãos dadas, pessoas tomando seus cafés e fumando feito chaminés). Até que chega o momento em que você não se surpreende com mais nada que possa vir a acontecer por lá - quer dizer, não se surpreende TANTO.
Descobri que nos domínios do prédio 7 existem vários, mas vários mesmo, tipos de pessoas. Os revoltados felizes, os revoltados do mal, os emos sorridentes, as divas loucas, os nerds queridos, as pattys insuportáveis, as patty queridas, os chatos metidos, os alternativos desligadões, os mods tímidos, as miguxas fofuxas, os gremistas fanáticos, os colorados doentes (porque todo colorado é doente né gente?), os indies bláse, os metaleiros engraçados, os descolados festeiros, os certinhos malandros, os malandros certinhos. E isso só para citar alguns que eu observei mais atentamente.
Mas uma dúvida pairou sobre mim, quem sou eu? Que tipo de pessoa eu sou? Será que sou aquele tipo de pessoa que começa a gritar no meio da aula? Que fica se metendo na vida de todo mundo? Qui ixcrevi axim? Que mata as pessoas de rir? Que deseja a morte de cada ser humano que me dá oi? Que não consegue olhar alguém nos olhos? Que só fala gírias? Que sai pra noite todo dia? Que não dá bola pra faculdade? Nah.. acho que não me encaixo em nenhuma das alternativas.. quer dizer não o tempo todo sabe? Afinal, que atire a primeira pedra quem nunca não deu importância pra uma universidade (a minha passagem pelo direito que o diga :p) ou nunca teve ganas de estrangular alguém num dia não muito bom. Mas na essência nada disso serve para me definir.
Definitivamente sou uma pessoa difícil de compreender. Muitos contrastes sabe? Acho que a única coisa que se pode dizer de mim sem nem pestanejar é que tenho princípios, e sigo-os ao pé da risca. Se resolvo que não gosto de algo, ou que não aprovo não há santo que me faça mudar de idéia, o que pode ser bom - no ponto de vista ideológico - ou muito ruim - no ponto de vista prático. Ou seja, sou uma pessoa muito inconstante mas com ideais muito claros? Fiquei mais confusa ainda.
Também posso me definir ao melhor estilo Amelie Poulain:
Gosto de ver gotas de chuva escorrerem pela janela
Gosto de polir coisas
Gosto de parar de ler em páginas pares, ou múltiplas de cinco.
Não gosto de bonecas (de brinquedo mesmo!) olhando pra mim
Não gosto de ouvir gírias
Não gosto de andar no escuro
Não gosto do barulho do giz arranhando o quadro
Fico parecendo meio neurótica assim né? Mas na real, é isso que eu sou, a pessoa que gosta dos pequenos detalhes da vida, aqueles que ninguém fala mais, que estão fora de moda. Então admito! Sou démodé, e sou feliz :)
Obs. E o que isso tem a ver com a aula de hoje ou com a matéria? Nada, mas achei importante por aqui. :)
Postado por Mari
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Admito!
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