quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Editoria: OPINIÃO

Depois de algumas semanas bastante corridas, cá estou novamente! Como a Mari havia anunciado, nesse post publicarei o texto escrito por mim para o Laboratório de Jornalismo. Durante algumas aulas produzimos um jornal, tendo uma noção do que é estar numa redação, salvo as devidas proporções, claro.
O texto apresentado a seguir faz parte da editoria de Opinião do jornal LabJor que será impresso no final do semestre. A minha primeira (e da maioria dos colegas) publicação. Os primeiros passos de uma carreira que inicia nas aulas da faculdade!


Todos os dias, notícias nos atropelam através dos meios de comunicação do país, escandalizando (ou não mais) a população com falcatruas, violência, roubos e muitos outros problemas que assolam o país, porém, pouca atenção é destinada a mais uma vergonha brasileira - não menos importante que a falta de caráter de muitos que encontram-se no poder: a aversão dos brasileiros aos livros.
É certo que o hábito da leitura exercita a mente, desenvolve raciocínio, traz conhecimento e, por consequência, maior capacidade de argumentação, melhor capacidade de comunicação, e por aí vai. Num país como o Brasil, em que uma pesquisa publicada na revista britânica “The Economist” em 2006, mostra que sua população ficou em 27º em um ranking de 30 países, gastando 5,2 horas por semana com um livro, é de se esperar as situações sociais e econômicas em que se encontra.
E o problema não está somente nos preços altíssimos dos livros (para a renda do brasileiro). Está também na “preguiça de ler”, incrustada na maioria dos brasileiros. E isso é o mais difícil e demorado de se resolver, já que implica em mudanças de costumes, de hábitos de toda população e de líderes que, durante séculos, negligenciaram a educação no Brasil.
O desenvolvimento de uma nação não pode ser medido pelo nível de alfabetização, afinal, simplesmente saber ler e não estar em contato com a leitura, de preferência diariamente, não garante a formação de uma população crítica capaz de receber informações, interpretá-las e interferir num sistema de maneira consciente e sensata. No Brasil ainda lemos muito pouco, mesmo considerando o hábito de leituras em jornais e revistas (mais comum entre os brasileiros). O Plano Nacional do Livro e Literatura (PNLL) do governo federal informa que atualmente, o índice de leitura no Brasil é de 1,8 livro por habitante por ano. Na Colômbia o índice é de 2,4 livros. Nos Estados Unidos é 5 e na França é 7. mesmo considerando o hábito de leituras em jornais e revistas (mais comum entre os brasileiros), comparando-se a países desenvolvidos.
O gosto pela leitura desenvolve-se com a prática. Numa sociedade desenvolvida, o indivíduo tem seus primeiros contatos com livros logo na infância. Ler torna-se parte do mundo infantil e a criança desenvolve uma certa intimidade com as letras e as palavras que muitos brasileiros, por exemplo, só vão criar quando chegarem nas aulas de literatura da escola (os que têm a oportunidade de chegar). E aí surge o trauma, já que ler por obrigação e sem interesse, a quem pouco teve contato com livros, é crucial para o desenvolvimento de uma aversão à leitura.Para melhorar essa situação são realizados todos os anos encontros e eventos, como por exemplo a Jornada de Literatura em Passo Fundo, e a Feira do Livro em Porto Alegre, que visam a aproximação do público com o mundo da palavra escrita, de maneira dinâmica e atraente, possibilitando o acesso a obras literárias e o desenvolvimento pelo gosto da leitura.
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Postado por Nicole Pandolfo

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